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O ouro é um metal precioso raro e nobre, conhecido desde a Antiguidade pela sua beleza, maleabilidade e durabilidade. É um elemento químico identificado pelo símbolo Au, derivado da palavra latina aurum, que significa “brilhante”.
Fisicamente, distingue-se pela sua cor amarela intensa e brilho característico, além de ser pesado ao toque, devido à sua densidade (19,3 g/cm³). O ouro não oxida nem enferruja, mantendo o seu brilho natural ao longo de gerações.
É resistente ao ar, à humidade e à maioria dos produtos químicos, o que o torna um dos metais mais estáveis e duradouros do planeta.
Apenas reage em condições muito específicas, como em contacto com água régia (mistura de ácidos fortes) ou cianeto de potássio, processos laboratoriais usados na indústria de refinação.
Estas propriedades fazem do ouro um metal de alto valor económico, amplamente usado em joalharia, investimentos, eletrónica e até medicina.
Graças à sua maleabilidade, condutividade elétrica e resistência à corrosão, o ouro é amplamente utilizado em diversos setores — muito além da joalharia:
Em Portugal, o termo “ouro de lei” designa o ouro cuja pureza é legalmente reconhecida e certificada pela Imprensa Nacional – Casa da Moeda (INCM).
As joias são fabricadas em ligas metálicas (ouro misturado com outros metais como cobre, prata ou paládio) para aumentar a resistência e ajustar a tonalidade.
O grau de pureza é indicado através do toque (também designado por permilagem) — que representa a quantidade de ouro puro presente em mil partes da liga.
Por exemplo, o ouro de lei português mais tradicional tem 800 milésimas (19,2 quilates), o que significa que 80% da liga é ouro puro e os restantes 20% correspondem a outros metais.
Cada peça legalmente comercializada tem duas marcas obrigatórias:
“Ouro de lei” não significa apenas que é ouro verdadeiro, mas sim que cumpre a lei portuguesa e foi certificado pela Casa da Moeda.
O ouro português é reconhecido mundialmente pela sua elevada qualidade e pureza. O toque mais tradicional em Portugal é o 19,2 quilates (800‰), também conhecido como “ouro português”.
Contudo, a legislação nacional permite a produção e comercialização de peças com diferentes toques:
O ouro português de 19,2 kt é tão característico que é frequentemente referido internacionalmente como um dos ouros de maior prestígio, pela tonalidade quente e pelo equilíbrio perfeito entre pureza e durabilidade.
O quilate (kt) indica o grau de pureza do ouro e não o seu peso. O ouro puro é considerado 24 quilates (24 partes de ouro em 24 partes de liga).
Como o ouro puro é demasiado maleável, mistura-se com outros metais (prata, cobre, paládio, etc.) para obter maior resistência e rigidez.
A regra aplica-se a toda e qualquer peça de ouro. Quanto mais quilates tiver, além de ser mais valiosa, e cara, maior durabilidade terá no sentido de manter o brilho e a cor original. As peças de ourivesaria em ouro apresentam contrastes de:
- 19,2kt (quilates) ou 800‰ (milésimas) - constituído no mínimo por 80% de ouro, correspondendo o restante a outros metais constituintes da liga. Este toque corresponde ao denominado “Ouro Português”.
- 18kt (quilates) ou 750‰ (milésimas) - constituído no mínimo por 75% de ouro, correspondendo o restante a outros metais constituintes da liga.
- 14kt (quilates) ou 585‰ (milésimas) - constituído no mínimo por 58,5% de ouro, correspondendo o restante a outros metais constituintes da liga.
- 9kt (quilates) ou 375‰ (milésimas) - constituído no mínimo por 37,5% de ouro, correspondendo o restante a outros metais constituintes da liga.
As barras em ouro correspondem a ouro de 24kt (quilates) ou 999‰ (milésimas), isto é, ouro não ligado com outros metais.
Menos comum, mas também permitido na legislação Portuguesa é o ouro de 22kt (quilates) ou 916‰, que corresponde a um mínimo por 91,6% de ouro, sendo o restante outros metais constituintes da liga.
“Nem tudo o que reluz é ouro”, diz o ditado — e é verdade.
Distinguir ouro verdadeiro de imitações requer observação atenta e, idealmente, avaliação profissional. Ainda assim, há alguns sinais e testes que podem ajudar a identificar a autenticidade:
1. Procure por marcas de contraste
Verifique se a peça apresenta símbolos gravados com o toque (ex.: 375, 585, 750, 800, 916, 999). Esses números indicam o teor de ouro e são geralmente acompanhados da marca da INCM. Peças antigas podem ter o contraste gasto — o que não significa que não sejam legítimas.
2. Teste do íman
O ouro é não magnético, portanto não deve ser atraído por um íman. Se a peça for puxada com força, não é ouro verdadeiro. Contudo, a ausência de reação não é prova definitiva, pois há metais não magnéticos usados em falsificações.
3. Teste da densidade
O ouro é um dos metais mais densos do mundo (cerca de 19,3 g/ml). Uma peça de ouro parecerá mais pesada que uma peça falsa de tamanho igual. Este teste requer balança de precisão e medidor de volume, por isso é normalmente realizado por avaliadores profissionais.
4. Teste em cerâmica
Ao esfregar a peça num prato de cerâmica não vidrada:
5. Teste com ácido nítrico
O ouro verdadeiro não reage ao ácido nítrico, enquanto metais falsos oxidam e mudam de cor. Este teste é realizado em ambiente controlado por profissionais qualificados, pois o ácido é altamente corrosivo.
6. Avaliação profissional
A forma mais segura e precisa é levar a peça a avaliadores oficiais certificados pela Casa da Moeda. Na Loja do Ouro, oferecemos avaliação gratuita feita por peritos licenciados, com instrumentos de análise e teste químico adequados.
Peso, densidade, cor e contraste ajudam a identificar o ouro, mas só um avaliador certificado pode confirmar com total segurança.
O valor do ouro é determinado pela sua cotação internacional, que varia diariamente em função dos mercados financeiros.
A referência mundial é a London Bullion Market Association (LBMA), onde o preço do ouro é fixado duas vezes por dia — de manhã e à tarde — em dólares por onça troy (31,103 g).
Em Portugal, o preço é convertido para euros por grama e ajustado de acordo com:
Pode consultar a tabela diária de cotação do ouro aqui.
O valor da grama do ouro muda todos os dias, acompanhando a cotação internacional.
O preço que recebe ao vender o seu ouro depende:
Pode consultar a tabela diária de cotação do ouro aqui.
O valor de uma barra de ouro (lingote) depende de três fatores:
As Barras de Ouro são actualmente, quer pela rápida e crescente valorização da sua cotação nos mercados bolsistas internacionais, quer pela sua fácil transformação em liquidez financeira,os produtos de investimento mais atractivos.
Cada barra tem um número de série único, o logótipo do refinador e o selo de pureza, garantindo autenticidade.
Pode consultar a tabela diária de cotação do ouro aqui.
Se você pretende vender algumas peças de ouro usado, a grande pergunta sempre é quanto ele vale. Os preços do ouro tendem a aumentar quando a economia está estagnada ou quando há preocupações com a inflação. Sejam anéis de ouro, brincos de ouro, colares ou correntes de ouro, se vender o ouro usado que já não utiliza consegue ganhar euros extra facilmente.
Em primeiro lugar é necessário saber qual o grau de pureza do ouro usado, se é de 9kt, 14kt, 18kt, 19,2kt, 22kt ou 24kt. É também necessário que a peça seja examinada pelas marcas do ouro. Se há um pequeno desgaste do ouro, o valor cai e, se for apenas uma peça banhada a ouro, nem vale a pena tentar vender.
Os factores que influenciam a avaliação de uma peça de ouro usado são:
As Libras de Ouro, conhecidas internacionalmente como Gold Sovereigns, são moedas britânicas cunhadas desde o início do século XIX. Ela é a moeda mais antiga do mundo em circulação.
Além do valor intrínseco em ouro, muitas possuem também valor numismático, isto é, de coleção.
O valor de cada libra depende de:
As libras com o brasão real no reverso são geralmente mais valiosas que as que representam São Jorge, especialmente em versões comemorativas.
O estado de conservação das moedas é muito importante.Se a efígie ou os contornos se encontrarem danificados, ainda que ligeiramente, a moeda pode perder parte do seu valor. No entanto, esta nunca valerá menos que o seu peso em ouro.
O melhor local para vender ouro é sempre aquele que inspira confiança e garante transparência.
A Loja do Ouro é uma empresa licenciada pela Imprensa Nacional – Casa da Moeda (INCM) e segue rigorosamente as normas legais de avaliação e compra de metais preciosos.
Na nossa rede de lojas:
Vendemos e compramos ouro com ética, transparência e segurança, garantindo o melhor preço de mercado e um atendimento personalizado.
Sim. O ouro é considerado um dos investimentos mais seguros do mundo.
Ao contrário de moedas fiduciárias ou ações, o ouro mantém valor ao longo do tempo e protege contra a inflação e crises económicas.
Principais vantagens:
Por isso, é comum que investidores mantenham parte do seu património em ouro físico — barras, moedas ou joias de alto teor.
O ouro é resistente à oxidação e não enferruja nem escurece com a água, mas deve evitar-se o contacto frequente com produtos químicos, cloro, perfumes e cosméticos.
Estes agentes podem:
Recomendação: retire as suas joias antes de tomar banho, entrar na piscina ou no mar. não só para garantir a longevidade e o brilho original das suas peças, como também para não as perder no mar ou piscina.
O ouro puro não oxida, mas os metais que compõem a liga (como cobre ou prata) podem reagir com cloro, suor, cremes ou cosméticos, alterando a tonalidade superficial da peça.
Isto é natural e reversível.
Para restaurar o brilho:
Na Loja do Ouro, dispomos de serviços de limpeza, polimento e renovação profissional de peças.
NOTA: O serviço não se encontra disponível presencialmente em loja, é efetuado na nossa sede, mas basta se dirigir a uma das nossas lojas para que seja orçamentado o serviço, e envio de peças para arranjo.
Aprenda a cuidar das suas joias de ouro de forma simples e segura:
Para uma limpeza mais profunda ou manutenção, leve as suas peças à Loja do Ouro, onde podemos repolir, apertar garras e restaurar o brilho original.